Avaliação de matéria-prima lignocelulósica (bagaço de cana-de-açúcar e cascas de coco) para a produção de etanol como aditivo em refinarias de petróleo.
Palavras-chave:
Resíduos lignocelulósicos; Bagaço de cana-de-açúcar; Cascas de coco; Aditivos de refinoResumo
Este estudo avaliou o potencial do bagaço de cana-de-açúcar e da casca de coco como matérias-primas para a produção de etanol de segunda geração, destinado a ser utilizado como aditivo oxigenado sustentável em gasolina de refinaria. Por meio de uma metodologia rigorosa que incluiu a caracterização físico-química da biomassa, conversão via hidrólise ácida e fermentação com Saccharomyces cerevisiae, além de uma análise estatística robusta, os resultados demonstraram a viabilidade técnica de ambos os resíduos. A casca de coco destacou-se pelo seu maior poder calorífico (16,44 MJ/kg) e rendimento de fermentação significativamente superior (90,42%) em comparação com o bagaço (12,6 MJ/kg e 83,20%). Ambos os etanois produzidos apresentaram teor alcoólico acima de 93% v/v, combustão limpa e, crucialmente, um teor de enxofre extremamente baixo (<0,12%). A análise multicritério, consolidada em um Índice de Potencial Aditivo (IPA), e os testes estatísticos (teste Z, p<0,05) confirmaram, com 95% de confiança, que ambas as biomassas possuem bom potencial para esta aplicação. Conclui-se que a recuperação desses resíduos por meio do coprocessamento em refinarias é uma estratégia eficaz para promover a economia circular, melhorar a qualidade dos combustíveis fósseis (aumentando a octanagem) e contribuir para a descarbonização do setor de transportes.
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